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28/01/2007 - Correio Braziliense - Quem vai ficar com o animal?

A separação de um casal é sempre difícil. Mesmo pacífica, quando ambos conversam e decidem que o melhor é ir cada um para o seu canto, o momento de dividir os bens pode representar um estresse à parte. A situação se complica especialmente quando envolve um ser vivo, que não consegue dizer com quem prefere ficar. Mas para o casal que tem um bichinho de estimação, a hora de arrumar as malas e dar adeus ao parceiro não precisa significar uma despedida definitiva do animal. Quem é muito apegado ao amigo pode negociar a melhor forma de continuar com ele, mesmo que a companhia não seja mais diária.


Decidir o que fazer envolve, necessariamente, pensar no que é melhor para o bicho. A qual pessoa da casa ele é mais próximo, a quem o bicho reconhece como o dono e quem vai morar em um lugar mais espaçoso são questões fundamentais. Segundo a veterinária Simone Vieira, o amor apenas não é suficiente para arcar com a responsabilidade de manter um animal de estimação. “Ele vai sofrer de qualquer maneira com a mudança súbita da rotina, então o mais apropriado é que fique com quem tem mais condições de cuidar dele”, explica. Para ela, a pior das opções é se desfazer do animal, mas deixar algumas alternativas em aberto — como dividir a guarda do bicho — pode ser interessante.

A advogada Andréa Vasques, 30 anos, separou-se do marido há três anos e ficou com a filha Carolina, à época com 4 anos, e com a cadela Shakira, da raça husky siberiano. Como Shakira foi um presente de um amigo do casal para Carolina, a mascote permaneceu ao lado da menina na casa da mãe. Mesmo assim, o ex-marido de Andréa, Luís Carlos, não quebrou o vínculo que mantinha com o animal e continuou a vê-lo freqüentemente . “Isso nunca foi um problema porque ele sempre teve livre acesso à minha casa, e aproveitava as visitas à filha para passear com Shakira também”, esclarece Andréa.

Quando a separação é consensual, tudo fica mais fácil. O professor de direito civil da Universidade de Brasília (UnB) Frederico Viegas diz que, embora sejam raros, já ouviu falar de vários casos de separação litigiosa em que a definição da guarda do bicho foi parar nas mãos de um juiz. “Se as partes pretendem regulamentar a situação, é possível procurar um advogado para definir com quem fica o animal e combinar os dias certos para as visitas”, afirma Frederico.

O problema que a servidora Simone Carvalho, 34 anos, enfrentou depois do divórcio não foi decidir com quem ficavam as três cadelas da raça akita, pois o ex-marido não fazia questão da posse, mas resolver o que fazer com elas. “Depois de me separar, tive de me mudar para um apartamento e era impossível mantê-las comigo”, conta. Após muita dúvida, Simone resolveu pagar a hospedagem de um hotel para as cadelas até conseguir comprar uma nova casa, com área suficiente para todas. “Mesmo com todo o conforto possível, os cachorros sentem muito a falta dos donos. Uma delas não resistiu à minha ausência e morreu depois de três meses lá. Ela começou a ficar doente, sem causas aparentes, fizemos todos os exames, e os veterinários acham que foi um quadro de depressão”, lembra Simone, que agora se prepara para viver novamente com Vianna e Hera depois de um ano longe delas.

Com quem meu bichinho deve ficar

É importante perceber que existe um conjunto de fatores que devem ser levados em conta na hora de decidir com quem o animal de estimação deve ficar. Uma boa dica é somar os prós e os contras nos seguintes quesitos:

      - Quem do casal tem mais tempo e uma melhor situação financeira para dar os cuidados necessários ao animal;
      - A quem o bichinho é mais apegado;
      - Se vale a pena tirar o mascote do local a que ele já está acostumado, pois a mudança de ambiente é uma transformação a mais em sua rotina;
     - Se os dois membros do casal forem muito ligados ao bicho, o ideal é que ambos mantenham contato com ele, seja por meio de
passeios ou visitas.

 
 
 
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